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«O FADO NEM SEMPRE É O QUE SE PENSA»

Para encerrar um concurso de Fado o Filomeno Silva apresentou, a título de convidada especial, a vencedora do ano antecedente, uma tal Gisela, da qual em tempo oportuno tratarei de expor pormenores. Vou descrevê-la.

Morena europeia, de um-metro-e-sessenta-e-pico, elegante, de cabelo, olhos e traje negros, de rosto enluarado a inspirar sonhos, muitos sonhos, entre os 20/22 anos. Logo que deu a voz aos primeiros versos do Ary, no «Meu Corpo», tive a sensação de que o «barco sem ter porto» já perpassara por alguns delicados naufrágios, «tempestades em mar-vivo», mas ali estava a flutuar magnífico, de vela irrompendo entre a espuma da guitarra do Rolando e os ondulados da viola do André.

Foi assim, com o olhar na memória, que espontâneo e isento, após vê-la e ouvi-la pela primeira vez, alguns dias depois me referi a Gisela João no Portal do Fado. Bom, o resto, tim-tim por tim-tim, vai seguir-se consoante for reunindo elementos. = 27/12/2007 - TdG

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